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Os roedores são um problema comum em áreas urbanas e rurais pela presença de fatores que atendem às suas necessidades básicas: alimento, água e abrigo. Na falta de qualquer um desses itens, não há ratos.

Três espécies principais causam problemas para o homem: a ratazana comum (Ratus novergicus) que geralmente abriga-se em tocas no chão; o rato preto (Ratus ratus), habitante dos telhados e o camundongo (Mus musculus) que encontra abrigo em qualquer lugar.

Os ratos causam grandes prejuízos, pois dois ratos, em 6 meses, consomem 14 quilogramas de alimento e produzem 5,5 litros de urina além de 25.000 bolotas de fezes. Ainda contaminam alimentos com urina, fezes e pêlos e podem transmitir leptospirose, tifo, salmonelose, hanta-vírus (síndrome pulmonar, febre hemorrágica com síndrome renal). Também podem veicular ácaros da sarna e outros parasitos externos. A pulga do rato pode ser portadora do agente patogênico causador da peste bubônica, a conhecida 'peste negra'.

Os ratos possuem dentes capazes de roer madeira, chumbo, alumínio, argamassa (3:1 - areia : cimento), tijolo, plástico e até cimento.

O conhecimento das habilidades dos ratos permite a adoção de medidas preventivas já na construção de instalações. Entre elas inclui-se, a capacidade de andar em fios finos como os de telefone; passar por orifícios de 1,5cm 2; nadar até 800 metros sem respirar por 3 minutos; subir por dentro de canos e calhas de 4 a 10 cm de diâmetro; pular até 1 metro na vertical, partindo de superfícies planas; pular até um metro e 20 centímetros na horizontal partindo da imobilidade; poder cair até 15 metros sem sofrer danos; poder cavar na vertical até 1,25m de profundidade.

Os órgãos dos sentidos dos ratos são bem desenvolvidos, salvo a visão, que é deficiente. Percebem apenas as variações de claro e escuro, não vêem as cores. Com isso, não importa a cor das iscas usadas no seu controle. A escolha da cor deve considerar as espécies não alvo, inclusive a humana, para quem a cor azul em alimentos é repulsiva.

O olfato é aguçado, podendo os ratos detectar odores em concentrações de até 0,5 partes por milhão (ppm). A audição, igualmente bem desenvolvida, detecta até ultrassons (sons não percebidos pelo ouvido humano). O tato é o sentido mais desenvolvido, pois suas vibrissas (bigodes) e seus pêlos tácteis (pêlos maiores espalhados pelo corpo) atuam como antenas tácteis, permitindo que se desloquem com segurança em locais totalmente escuros.

Quanto ao comportamento social, foi observada a existência de duas classes: uma formada pelos machos e fêmeas em idade de reprodução (dominantes ) e outra pelos ratos muito jovens e os muito velhos (dominados). Esse comportamento está relacionado à forma de alimentação, visando a preservação da colônia. Na presença de uma nova fonte de alimento (isca envenenada) só os ratos velhos se alimentam. Se nada lhes ocorrer, os dominantes passam a consumir o alimento. Daí a importância de se usar, no controle, substâncias que atuem lentamente.

A presença de ratos em um local pode ser observada através de indícios como o aparecimento de "carreiros" (trilhas) sem vegetação próximo às instalações. Em paióis e casas pode-se detectar a presença de ratos através de sons; presença de fezes, urina e pêlos; roeduras (buracos nas paredes, sacaria); marcas na poeira; marcas de gordura nas paredes e vigas; odor característico, além da presença de ninhos com restos de alimento e da agitação de cães e gatos.

A determinação do tamanho de uma colônia é difícil de ser presumida. A observação visual de ratos à noite, com o uso de lanterna indica a presença desses animais na área. No entanto, a visualização deles durante o dia, pode ser sinal de infestação alta, quando o instinto de preservação da espécie é superado pela necessidade de busca de alimento.

O controle dos ratos é feito com a integração das técnicas de controle mecânico, biológico e químico. O controle mecânico é realizado pelas estruturas das construções que devem dificultar ou impedir o acesso dos ratos, como as de alvenaria de tijolos; a colocação de abas, como chapéu chinês, nos pilares do paiol de madeira; vedação de portas com chapas de lata ou uso de portas e janelas metálicas e, principalmente, pela limpeza dos arredores dos locais de criação de animais (estábulo, pocilga, aviário, etc.) com a remoção de entulhos e a manutenção da vegetação roçada. O controle biológico pressupõe o uso de inimigos naturais. O gato é um deles, mas eles também são os hospedeiros definitivos do agente causador da toxoplasmose e, por isso, não devem ser utilizados nas criação de espécies que fornecem alimento ao homem (leite, ovos, carne). As cobras, lagartos e gaviões, embora sejam predadores de ratos, dificilmente poderiam ser utilizados como estratégia de controle. O controle, sem o uso de produtos químicos, fica restrito às práticas de controle mecânico.

O uso de venenos tem sido a alternativa mais usada no controle dos ratos. O emprego de produtos químicos com ação anticoagulante tem sido empregada, pois o veneno será ingerido pelos roedores sem entrar em contato com os animais produtores de carne e outros alimentos. A concentração do veneno deve ser alta para ratos e baixa para humanos e outros animais. Seu emprego depende de alguns cuidados como o de guardar os venenos em local fechado e seco, longe de inseticidas e herbicidas para não alterar o cheiro e ser recusado pelos ratos, além de se manter fora do alcance de crianças e animais domésticos. Os raticidas existentes no mercado apresentam-se nas formulações de pó de contato, que deve ser colocado nos "carreiros" e entradas de tocas, sempre a mais de meio metro de qualquer alimento; iscas em pó: distribuídas por locais mais usados pelos ratos; e iscas em blocos, tanto parafinados - com o uso de cereais moídos, quanto resinados - com o emprego de cereais moídos, mas que, também, pode ser em bloco misto, com grãos inteiros e moídos, a serem colocados nas tocas ou nos carreiros. Podem ser usados postos permanentes de envenenamento, pequenos abrigos onde se colocam as iscas, ficando as mesmas protegidas das chuvas e fora do alcance de crianças ou de animais domésticos.

A utilização das iscas deve ser feita com base em um programa que leve em consideração as habilidades e o comportamento das diferentes espécies de ratos, daí a importância da identificação da espécie. Para o rato preto ou rato de telhado deve-se fazer a primeira aplicação em locais adequados usando isca em pó ou em bloco; a segunda e a terceira aplicação devem ser feitas com intervalos de sete dias. Para a ratazana ou rato de esgoto o numero de aplicações deve ser igual a usada para o rato preto, tomando-se o cuidado de fechar as tocas no dia anterior com pá de terra ou jornal para facilitar a visualização do consumo da isca. No caso de infestação por camundongo, além de colocar as iscas ao alcance dos camundongos, por terem eles o hábito de mordiscar os alimentos, é necessário usar as iscas por um a três meses, para atingir os níveis de toxicidade necessários.

Os produtos registrados existentes no comércio são raticidas crônicos derivados da cumarina e da indadiona. Têm ação anticoagulante e p rovocam a morte alguns dias após a ingestão, causando hemorragias internas (intestinos e pulmões) e externas (mucosas). Todos têm como antídoto seguro a Vitamina K.

Quando ocorre o insucesso no controle, mesmo com uso de uma isca bem aceita, pode ser porque a isca não foi mantida e renovada por tempo suficiente; há mais ratos do que as iscas colocadas; a reposição das iscas ocorreu em espaços de tempo longos demais (mais de 2 dias de intervalo); as iscas foram colocadas muito juntas ou a área tratada foi pequena demais (os ratos vêm de áreas próximas).

Quando o insucesso ocorreu porque as iscas não foram bem aceitas, a causa pode ter sido o uso de isca imprópria (baixa qualidade, com gosto não aceito pelos roedores); pela presença de fontes de alimento abundantes na área tratada; os pontos de colocação da isca foram inadequados à espécie alvo; a isca estava estragada (fermentada, azeda, bolorada) ou com cheiro não aceito (inseticidas, herbicidas), de consistência imprópria (cereais moídos, farinhas), sendo melhor usar grânulos maiores e bolotas (péletes).

As variações normais dos valores fisiológicos em um rato (Rattus norvegicus) saudável estão relacionados na tabela abaixo:

LONGEVIDADE

26-40 MESES

LONGEVIDADE MÁXIMA DESCRITA

56 MESES

FREQUÊNCIA CARDÍACA

313-493 BAT./MINUTO

FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA

71-146 MOV./MINUTO

TEMPERATURA RETAL

37.7 CELSIUS

CONSUMO APROXIMADO DE ÁGUA

22-33 ml/DIA

CONSUMO APROXIMADO DE COMIDA

15-20 gr/DIA

PRODUÇÃO DE URINA

13-23 ml/DIA

PRODUÇÃO DE FEZES

9-15 gr/DIA

TEMPERATURA AMBIENTE RECOMENDADA

21-24 CELSIUS

HUMIDADE RELATIVA RECOMENDADA

45-55 %

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